REFLEXÕES DE UM POLICIAL

“Cogitationis poenam nemo patitur”

Escândalo no Instituto de Criminalística do Pará II

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Nessa segunda-feira (16/02), o Conselho Estadual de Segurança Pública (Consep) que é constituído pela Secretária Executiva de Segurança Pública, PM, PC, CBM, Centro de Perícia Técnicas, Departamento Estadual de Trânsito, Superintendência do Sistema Penal, OAB, Assembléia Legislativa do Estado, Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca/Emaús), Centro de Defesa e Estudo do Negro no Pará (Cedenpa), Sociedade Paraense dos Direitos Humanos (SPDDH) divulgou nota de repúdio contra as declarações do Ex-Diretor do Centro de Perícias Científicas, Miguel Wanzeller Rodrigues.

Em tal nota, o CONSEP assevera que as acusações feitas por Miguel Wanzeller são injustas e caluniosas, que nunca tais fatos foram discutidos em reuniões do Conselho (Wanzeller era conselheiro) e que sequer era participativo, demonstrando que não estava à altura do cargo de Diretor do CPC e nem a altura do cargo de conselheiro.

As denúncias de Wanzeller contra a cúpula do Sistema de Segurança Pública foram veiculadas nos jornais paraenses após a sua exoneração do cargo de Diretor do CPC, onde alegava que estaria sendo vítima de perseguição políticas por não se submeter à ingerência de outros órgãos do Sistema de Segurança Pública, quanto à transparência e legalidade de seu trabalho. Acredito que essas denúncias oriundas de um funcionário do alto escalão da segurança pública devem ser apuradas com rigor, pois Wanzeller permaneceu no comando do CPC durante 02 anos e agora o CONSEP vem afirmar que o mesmo não tinha condições de ser nomeado para tal cargo.

Algo está errado, pois se o CONSEP estiver com a razão, poderemos afirmar que a nossa governadora definitivamente não sabe escolher seus assessores e mandatários dos cargos de confiança, ou caso Wanzeller esteja com a razão teremos elementos para indicar a existência de uma verdadeira quadrilha que tem como objetivo atingir os direitos fundamentais do cidadão paraense (leia-se direito a vida e liberdade) e acabar de vez com o pouco de credibilidade que as instituições de segurança possuem.

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